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Cedro do Líbano

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Setembro,20 Queridos Amigos Hoje quero falar-vos do Cedro do Líbano, ou pelo nome científico, o cedrus libani . Não é um texto sobre botânica, é - à boa maneira das parábolas - para falar deste tempo em que "espero" pelo dia de amanhã. É uma espera sobretudo de burocracia  (documentos de residência e afins) mas que tenho procurado viver como uma oportunidade de crescimento. Esta espécie de cedro é o símbolo do Líbano, de tal modo que faz parte da bandeira desde que o Líbano foi constituído estado independente em 1943. Este cedro talvez nos seja familiar porque vem referido algumas vezes na bíblia, sobretudo nos Salmos e no Primeiro Livro dos Reis (1Reis, 6) onde é descrita a construção do sumptuoso templo de Salomão em Jerusalém.     São árvores robustas que podem chegar a medir 40 metros de altura e 3 metros de diâmetro. A madeira do cedro com características especiais tem sido eleita – desde dos tempos dos fenícios – para construções de grandes envergadu...

Escola de Paciência e de Humildade

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Agosto, 13 de 2017. Queridos Amigos Esta travessia trouxe-me a outro Varekai . Quase sem me aperceber como, dei por mim na capital do país do Nilo tão importante na história do povo de Yahwé. Estou a estudar árabe clássico, que me prepara para depois seguir como andarilho por qualquer um dos muitos dialetos desta imensa extensão de terra e de povos. Esta aprendizagem de árabe preenche o meu dia. Mas além do árabe - e da gincana diária no caos ruidoso das ruas do Cairo - há outras aprendizagens que se impõem. De facto, às vezes penso que a verdadeira escola nestes tempos tem sido a escola da paciência e da humildade. Estas duas se conjugam de uma maneira admirável. Uma é atributo da outra: paciência humilde ou humildade paciente. Como quisermos! Assim, este tempo tem sido também para aprender: . a consentir que estudar árabe faz-me regressar - como Inácio de Loyola - aos bancos da escola e aprender o B A Ba como uma criança. A aceitar as mil derrotas p...

A Rose among Thorns

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Jul.31 Querido Amigo Neste dia de festa (Santo Inácio de Loyola) partilho contigo uma música (A Rose among thorns) inspirada em Santo Inácio e tantos outros santos. Hoje mais que nunca encontro aqui caminho para subir esta montanha neste deserto. Abraço-te com amizade, Ícaro

Ad Intra

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22.Jul.'17 Querido Amigo Já lá vai mais de uma semana que aterrei por terras do Médio Oriente. Será legitimo dizer que estou no meio do mundo? Às vezes penso que sim! Deves estar curioso para saber o que já terei vivido. Se calhar vou desiludir-te... Não percorri grandes estradas ou caminhos nem fui a fronteiras. O que me foi dado a viver foi Ad Intra, i.e. "apenas" entre companheiros jesuítas. Mas, não sei se imaginas o imenso desse "apenas". Cerca de 100 jesuitas da Provincia Jesuita do Proche-Orient encontraram-se durante uma semana para conversar sobre a província. E eu encontrei-me com eles. Há seis anos que este encontro não se realizava por força das circunstâncias... também da guerra! A geografia dos jesuítas do  Proche-Orient vai da Turquia a Marrocos, passando pela Siria, Iraque, Jordania, Líbano, Egipto, Terra Santa, Argélia. Ora, a esta geografia também pertencem alguns que vêm de longe: India, Africa do Sul,  Indonésia, Australia, Mexico...

no deserto

Uma vez, estive no deserto (Atacama- Chile). Era, um lugar sem vida que paradoxalmente (e inexplicavelmente) tinha uma beleza inigualável. Numa noite, enquanto contemplava o céu – ao jeito de Santo Inácio –   coberto por um manto estrelado, senti-me envolvido intimamente por um AMOR que me ultra-passava infinitamente . E percebi então, de onde vinha a beleza do deserto sem vida: do Horizonte! Era o Verbo Encarnado em Horizonte de amor e esperança. Quis tornar-me esse horizonte e é esse desejo – pela graça e força de Deus – que me leva, agora, a outros desertos. Conto com a união de corações em oração que fortalece o manto estrelado que nos envolve em Amor, mesmo nas noites mais enevoadas! Sejamos Horizonte uns dos outros. a caminho, Ìcaro